OS PLENILÚNIOS E A MEDITAÇÃO

A astrologia esotérica define o espaço como um Ser sagrado. Nesse Ser vive, se move e tem vida o nosso pequeno sistema solar, juntamente com incontáveis outros, que nossa limitada imaginação não é capaz de conceber. Nem mesmo temos noção exata de quantos outros planetas, estrelas e constelações ele é composto.

O círculo externo e o conteúdo da porção do espaço que ele ocupa nós o chamamos de Zodíaco menor. Conhecemos alguns fenômenos, mas não temos certeza de suas causas primeiras. Damo-nos por satisfeitos se lograrmos compreender as suas manifestações e o entrelaçamento das energias que sustentam seu movimento sempre perfeito e previsível.

Olhamos para a abóbada celeste diurna e vemos o Sol. Uma estrela com luz própria que é a geratriz de nossa luz e calor e que sustenta todo o sistema que tem seu nome. À noite vemos a luz e sabemos que ela não tem luz, beneficiando-se e refletindo a do Sol. Chamamos a ambos de luminares. As estrelas, vistas à noite, formam desenhos bizarros, se as considerarmos em pequenos conjuntos. Esses conjuntos formam as constelações, que por sua vez formam os Signos.

Esse espaço, delimitado dentro do Espaço, foi dividido pelos cientistas humanos em doze setores. Naturalmente, para tanto, houve inspiração do alto. As estrelas que se encontram dentro desses setores do céu, reunidas por linhas imaginárias, deram origem ao que hoje chamamos de Signos. Assim temos os doze signos do Zodíaco. Vistos da Terra, planeta onde estamos ancorados, parece que o Sol, a Lua e os planetas fazem um passeio nesse espaço delimitado e circular, ou seja, pelos doze signos zodiacais. Esse percurso, apenas aparente, é que efetivamente delimita o círculo zodiacal.

Quando o Sol e a Lua se encontram em oposição aos signos, isto é, separados por 180 graus dentro do círculo que é o zodíaco, temos o fenômeno da Lua Cheia. Isso é, ela, Lua, recebe e transmite em “cheio” a luz solar que está a sua frente. Nada interfere entre eles.

A Lua percorre o Círculo Zodiacal em 28 dias e algumas horas. O Sol faz o mesmo trajeto em 365 dias e algumas horas. Daí segue-se que durante o tempo do percurso do Sol, a que chamamos ano, a Lua se encontra com ele treze vezes, uma em cada signo. Desses treze encontros, para nosso efeito, consideramos apenas doze, uma vez em cada Signo. Colocam-se ambos em conjunção [0 graus], em quadratura [90 graus] e em oposição [180 graus]. Na conjunção temos a Lua Nova. Nas quadraturas temos os dois quartos, Lua Minguante ou Lua Crescente, conforme ela se distancia ou se aproxima do Sol. E temos a Lua Cheia na oposição. Naturalmente que ficam separados por até milhões de quilômetros, em latitudes, mas sempre no mesmo grau, minuto e segundo e nas mesmas coordenadas.

Na oposição temos seu alinhamento, já que estão no mesmo grau, minuto e segundo dos signos complementares. Esse alinhamento produz um incremento de forças, como o Homem primitivo já reconheceu pelo simples admirar a magia da Lua Cheia.

Em cada signo zodiacal, o alinhamento do Sol e da Lua envolve as estrelas e outros corpos celestes que se encontram nos mesmos setores. É uma das razões da diferença das energias geradas em cada um dos plenilúnios. A outra é que, a cada setor, é atribuído um papel na vida dos humanos. Isso de acordo com seu planeta regente.

A essas energias se agregam, aqui na Terra, poderosas formas-pensamento geradas pela somatória da energia etérica que acompanhou os pensamentos, orações, intenções dos humanos e dos Mestres desde sua imersão na matéria. O exemplo maior da afirmação demonstra que a Lua é apresentada pelos Mestres como um corpo celeste morto. E dizem que ela morreu quando os Senhores da Luz, que nela habitavam, se retiraram. Segundo eles, a ordem foi essa. Morreu porque ficou desabitada e não que tenha ficado desabitada porque morreu. Mesmo assim ela continua a influenciar a Terra e os humanos pela poderosa forma-pensamento que foi gerada e continua sendo alimentada pelos pensamentos e afirmações a seu respeito.

Essa pode ser uma das razões que, ao refletir a luz do Sol com maior acento nos Plenilúnios, a energia que envia e recebemos é essencialmente solar.

O nascimento do ser humano com o Sol em determinado Signo não acontece por acaso. Ele deve aprender a lição que cada um deles, e do corpo celeste isolado ou em conjunto, tem a ensinar. Assim impõe a evolução da espécie.

A astrologia comum, ao levantar o céu de nascimento de cada um, fornece algumas explicações sobre o “horóscopo” individual. Esse deve ser considerado em grau mais elevado, como as lições cósmicas que cada um deve aprender e como se acercar das energias que se combinaram naquele momento. Todavia o presente trabalho não constitui um estudo de astrologia comum no que respeita ao Signo. As considerações feitas a respeito referem-se essencialmente à indicação das energias espirituais e da alma postas em marcha, objetivando o crescimento do Discípulo.

A mitologia grega, entre outras lições que forneceu à humanidade, conta, nos “Doze trabalhos de Hércules”, as lições de uma alma no percurso dos signos e no mergulho na matéria. Por tal motivo, juntamente com informações sobre os signos envolvidos no Plenilúnio que estudamos, procuramos igualmente apresentar o trabalho de Hércules correspondente. Ele representa o Discípulo aceito, mas ainda em compromissos com a Terra, a humanidade e seu maior aperfeiçoamento.

A meditação nos plenilúnios deve envolver um estudo sobre o signo específico no qual está o Sol. Deve levar em consideração quais os corpos celestes que estão alinhados com eles e quais são as energias que transmitem. O trabalho de Hércules no signo específico é uma indicação do que deve ser vencido, do que deve ser feito.

A intenção imediata é que o aluno promova a atração, a precipitação e o ancoramento das energias disponíveis no cósmico para a Terra e a iluminação do Planeta como um todo, especificamente os locais onde as trevas estejam dominando por meio das guerras, guerrilhas e violências por suas várias manifestações, onde haja tráfico, consumo de drogas e violação dos legítimos direitos do ser humano. Onde a infância e a velhice estejam abandonadas. O objetivo é preparar o reaparecimento do Cristo - do Cristo Humano e do Cósmico.

Embora o objetivo primeiro não seja esse, ousamos afirmar que um trabalho persistente e bem feito por longo tempo poderá atrair o aprendizado das lições do signo. Esse aprendizado, quando ocorrer, deverá ser voltado para viabilizar o trabalho do discípulo como alma, uma vez que o aperfeiçoamento pessoal deve ser sempre um meio e jamais a finalidade do estudante.

A grande Fraternidade Branca, pelos Mestres em corpo físico denso ou etérico, auxilia na percepção e canalização dessas energias, abrindo os portais delas para a humanidade.

Devemos ter presente os seguintes tópicos que resumem o trabalho:

PRIMEIRO: Que as energias são estabelecidas, no momento do plenilúnio, pelo alinhamento dos corpos celestes – Sol e Lua, planetas e estrelas – gerando poderosos campos de força cósmica.

SEGUNDO: Que os Mestres, que dispõem de corpo físico, estão reunidos em algum ponto do Himalaia, manipulando as energias e tornando-as disponíveis para os grupos que a eles se conectam pelo pensamento e intuição. As mesmas energias estarão sendo diretamente dirigidas aos vórtices de força da Terra. Que essas energias são suficientes para atrair os corpos etéricos dos Mestres que velam pela Terra sem corpo físico. Que apenas essa presença resulta em elevação do nível vibratório, auxiliando a tarefa de iluminação do Planeta.

TERCEIRO: Que em várias partes do Mundo, no dia do plenilúnio, outras pessoas estão em meditação e em estado receptivo, procurando fazer contato com seu “Eu Interior”, e nele com os Mestres, transformando-se em dínamos de irradiação de vibrações positivas. Tais vibrações, visualizadas como Luz, somente podem ser trazidas à Terra pela humanidade encarnada.

QUARTO: A utilização da Grande Invocação constitui o ponto de ligação precípuo, por meio do qual será feita a unificação de todos como um grande grupo. Grupo que não terá dirigentes nem dirigidos e estará espalhado por toda face da Terra.

POR QUE A MEDITAÇÃO NA HORA DA LUA CHEIA?

A meditação no momento da Lua Cheia é uma importante forma de PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MUNDIAL.

Aparentemente, ao se falar em Festival ou Meditação da Lua Cheia ou em Meditação do Plenilúnio está-se sugerindo que a Lua tem alguma influência ou participação no resultado da meditação, o que não é absolutamente verdade. Pelo contrário, a ocasião se faz propícia e mais favorável para a eficácia do trabalho meditativo, exatamente porque a Lua não está posicionada entre o Sol e a Terra, deixando de funcionar como uma barreira ou impedimento entre a potente energia que se irradia do Sol ao nosso planeta.

No exato momento do plenilúnio, a Lua está por trás da Terra, tendo o lado que se volta para o nosso planeta, também, completamente iluminado, numa representação física do que acontece nos planos subjetivos ou internos (neutralização das irradiações lunares pela energia solar).

A iluminação da superfície lunar é a indicação de um alinhamento livre e desimpedido entre o nosso planeta e o Sol, que é a fonte de energia para toda a vida na Terra, da consciência física, da consciência da alma e da vida espiritual.

Falando simbolicamente, mas lembrando que os símbolos sempre velam a verdade, pode ser afirmado que o tempo da Lua Cheia é como se uma porta fosse subitamente aberta de par em par e que em outro período ela permaneceria fechada. Através dessa porta, aspirantes, discípulos e todos aqueles que desejam cooperar com o plano divino para a humanidade podem contatar energias que, de outra maneira, não estariam disponíveis. Através dessa porta pode ser feita uma abordagem à realidade, à verdade e àqueles que guiam a humanidade, o que em outros momentos não seria possível. Por tudo isso, quem permanece em cada lado da porta pode prestar um serviço extremamente útil.

O tempo da Lua Cheia é a preamar das energias espirituais, tanto no planeta como no mundo do pensamento humano e estas energias, neste momento, são profundamente aumentadas pelo pensamento enfocado dos meditadores em cooperação.

Isso produz vários efeitos: Reforça a relação subjetiva entre todos os membros do Reino Humano e influencia também a relação entre a humanidade e os demais reinos existentes no planeta. As corretas relações humanas são uma indicação de corretas relações entre homem e homem e entre homem e Deus, o que por sua vez abre caminho para o estabelecimento de uma qualidade de vida mais elevada.

Apesar de não ser necessária a reunião de pessoas, no plano físico, para a participação nesse serviço mundial, pois cada um pode meditar sozinho no lugar em que se encontra é expressamente recomendado que não se utilize a meditação para fins individuais, pessoais ou egoístas (voltado para si mesmo ou para seu ego). Essa é uma mediação grupal, mas isso se refere ao grupo interno. O trabalho é realizado no plano mental conjuntamente com outros trabalhadores, no mesmo plano. É definitivamente necessário alinhar-se subjetivamente com o grupo planetário de meditadores, tanto para levar adiante o trabalho científico deste campo, como para proteger o indivíduo de uma possível sobre-estimulação.

A participação ativa de pessoas de todas as nações aumenta a efetividade deste trabalho como prestação de serviço espiritual. POR MEIO DA MEDITAÇÃO O GRUPO É MAIOR DO QUE A SOMA DE SUAS PARTES.

Hoje em dia centenas de grupos de serviço ao redor do mundo encontram-se regularmente, todos os meses, no tempo do plenilúnio para o trabalho de meditação.

A Lua, na verdade, por ela mesma, não tem nenhuma influência no trabalho, mas a inteira iluminação da superfície lunar é um indicativo de um alinhamento, livre e desimpedido, entre o nosso planeta e o Sol. O Sol é a fonte de energia para toda vida no mundo; a fonte de consciência física, da consciência da Alma e da Vida Espiritual. Nesses períodos, a humanidade pode fazer uma definida aproximação com Deus, o Centro da Vida e Inteligência.

Há 12 oportunidades como essas para a meditação em grupo no ciclo anual. Depois de anos de trabalho, e com o aumento do número de grupos e de indivíduos engajados nesta forma de prestação de serviço, as oportunidades mensais para um trabalho especial com o fluxo de energia tornaram-se conhecidas como “Festivais”. Cada Festival contém sua qualidade própria e particular bem como um efetivo correspondente, dependendo do signo zodiacal pelo qual o Sol está passando.

Desses 12 Festivais, 3 são vistos como Festivais Maiores, formando um ponto alto no ciclo anual. São eles:

O Festival da Páscoa (na Lua Cheia de Áries);

O Festival de Wesak (na Lua Cheia de Touro);

E o Festival da Boa Vontade (na Lua Cheia de Gêmeos).

Eles estão concentrados em 3 meses consecutivos e levam a um prolongado esforço espiritual anual, o que afeta o resto do ano e os 9 Festivais Menores.

Através do trabalho constante e persistente de meditação durante muitos anos, esses Festivais estão conseguindo uma ancoragem subjetiva na consciência humana. Eles corporificam um propósito divino básico que começará a estabelecer seus objetivos à medida que as várias instituições religiosas, simultaneamente, tomem conhecimento e realizem, cada uma a sua própria maneira, esta aproximação anual, sem par, da humanidade com Deus e de Deus com a humanidade.

No futuro todas as pessoas de inclinação espiritual guardarão os mesmos dias santos (sagrados). Isso fará acontecer uma união de recursos espirituais e um esforço espiritual conjunto e possibilitará uma invocação simultânea. A potência disso será visível.

A meditação do Plenilúnio é uma técnica específica para estabelecer contato com a LUA e o AMOR, profundamente necessários, atualmente, nos assuntos humanos. O trabalho CONSCIENTE com esses diferentes tipos de energia espiritual leva inspiração e idéias ao alcance das mentes e Coração humanos.

A Meditação, especialmente em disposição grupal subjetiva, estimula um novo fator na consciência humana – uma crescente maturidade espiritual. ESSE VASTO TRABALHO PLANETÁRIO DE SERVIÇO MUNDIAL CONTRIBUI COM A TAREFA DE CIVILIZAR ESPIRITUALMENTE O PLANETA TERRA.

Em cada mês, durante a Lua Cheia, o Sol está alinhado com um dos 12 signos do zodíaco. OS SIGNOS INDICAM A QUALIDADE DAS ENERGIAS SUBJETIVAS DISPONÍVEIS PARA TRANSMISSÃO DURANTE O TRÂNSITO DO SOL NAQUELE SIGNO. Isso faz com que a cada mês, de acordo com a qualidade do Signo, haja uma disponibilidade de energia diferente. Essas energias e qualidades são evocadas através da meditação subjetiva grupal para a estimulação da evolução da Humanidade.

Cada constelação, e portanto cada signo, provê uma qualidade diferente de energia para cada Plenilúnio durante os 12 meses. Tais qualidades são expressas numa frase, que é a tônica ou a nota-chave para cada signo, e devem ser usadas como pensamento-semente na prática da meditação mensal do Plenilúnio, de acordo com o signo do mês e são relacionadas com os respectivos meses.